Poética VI

Minha religião, poesia.
Espiritualidade metaforizada
no carbono, na luz da tela, na tez.
O que não entendo,
minhas orações,
verbos.
Deus lírico e
personagens divinas.
Ponto de fuga e
inexplicações,
rimando inícios e finais.
Prosando intervalos,
poeta,
irrupções transitórias intangíveis
ao que cremos
ou aquilo que não sabemos,
contra-epistemologia.

[...] e se não escrevesse, esqueceria, não saberia, não seria.

Ramon Alcântara