A anti-psicologia dos livros de poesia

Não adianta seguir meu eu-poético,
pois quando eu me misturo com ele,
nós indesatáveis são articulados
e só escrevemos o que rima com você:
nascer, viver, morrer.

Quando eu morrer, o que dirá você?
O que ele dirá?

Meu espólio é minha poesia.
Tudo para minhas personagens.

Ramon Alcântara