Links para um rizoma VII

Tentava eu racionalizar sua confusão,
colocando em cada lado os antagônicos,
mal percebendo que minha ordem era em vão,
tudo mudava lentamente de lugar novamente,
como nos ímãs - movimentos que parecem involuntários.
O sentido da confusão é confundir e nada além, nem um porém.

Mas... Não!

Isso tudo te causava um incômodo, eu tentava te confortar,
aparava as arestas das distâncias diferenças,
dando formas de sutis semelhanças familiares - para te fazer bem,
mas o atrito se recriava, a angústia desacomodava-se,
burilando a paz depressiva na certeza do desajustamento.
O sentido do incômodo é incomodar e tem que ser tanto, sem um entretanto.

Mas... Não!

Assim você agia e/ou reagia em direções sem propósitos,
nem meus escudos protegiam os outros - agora vitimizando-se,
muitos morriam sem ao menos saber que morriam,
uma multi-arma giratória sem alvo com raiva da disponibilização,
seus alocamentos não eram estratégicos, seus pontos reticentes e virtuais.
"A visibilidade é uma armadilha" e ninguém me via, nem uma só todavia.

Mas... Não!

Implosões, explosões e até -plosões, sem corpo, sem sujeitos de lugares - nem dentro, nem fora; ação.
Multidões em lutas em múltiplas direções, múltiplas causas, múltiplas guerras, em um campo de batalha total, digladiando-se por efeitos de nós, por marcas singulares, cada uma com as suas, todas transversais
e mesmo esta guerra sendo infinita, pois dela não só morte produzia-se, mas sua contradição vida,
a máquina que havia produzido tal máquina precisava ser desligada, reduzindo a vazão de seu óleo poético.
A guerra rizomática é inevitável e isso é tudo, sem um contudo.

Mas... Não!

Ramon Alcântara