Tracey Thorn

Tracey Thorn.
Uma sempre poesia.
Um 12 anos. Uma
noturna. Um corpo
bobo e seus
orifícios rosados.
Uma pérola. Uma luz
40 Watt. Gelos e
incenso. Umas
preocupações
mundanas no canto de lá.
Toda criação desafiando
o criador com a delicadeza
da ponta dos dedos.
Uma mentira pela
anarquia.
Por aí acontecem
coisas de
inter-isso. Do
inconscientecomplacente. Tracey
Thorn.





ela ia pela rua, dançava, dançava, dançava, todos a chamavam de m a l u c a, ela ia pela rua, achava-se bailarina, os pés na ponta da corda no pescoço com a bacia d'água na cabeça cheia de lágrimas.

Ramon Alcântara